Sonhos de criança ( Parte I )

Um destes dias estava debaixo do chuveiro com a água quase a ferver a cair-me pelo corpo (como eu gosto de ficar assim bastante tempo) quando me deixei ficar a pensar no tempo que tinha passado…

Apercebi-me como há muitos anos atrás ouvia dizer que todos os sonhos eram possíveis de serem realizados que nunca deveria desistir and so on… É claro que quando somos crianças gostamos de acreditar nestas coisas e pensar que um dia podemos sim realizar tudo o que queremos. Mas depois crescemos, crescemos e apercebemos-nos que as coisas não são assim tão lineares como nos contam e muitas das vezes esquecemos dos sonhos que tínhamos.

Lembro-me perfeitamente de quando era novo, ainda não andava na escola por isso tinha sensivelmente menos 6 anos. Lá em casa tivemos um cão, (acho que tivemos mais de um mas a memória já não perdoa) chamava-se “DICK”, penso que foi a minha irmã que lhe deu o nome..

Era um rafeiro, mas lembro-me de como gostava dele. Como estava sempre preso e o quintal não era grande nunca tinha vindo à rua, pelo que ainda hoje recordo a primeira vez que o larguei à porta de casa a velocidade como ele saiu disparado a correr uns bons 20metros até ao fim da estrada onde começou a saltar de alegria a uma pessoa que passava com umas sacas do modelo. Nunca me esquecerei, após de o chamar juntamente com a minha mãe ele lá veio ter connosco.

Voltou para casa então, não me lembro porquê noutra situação o largamos cá fora e nunca mais o vimos. Passou 2 ou 3 dias sem vermos o “DICK”, consigo ainda hoje sentir a tristeza que senti na altura até que um dia à noite, e a imagem aparece na minha mente como se fosse hoje, o meu pai chega com ele a casa e ele tinha uma corda ao pescoço como se estivesse preso… Uma alegria para mim sem duvida…

Acredito que naquela altura até possam ter sido os meus pais que o tenham dado a alguém pois a vida era difícil e um cão custa a manter… Se me perguntarem o que foi feito dele… Não sei, não me lembro, talvez seja uma vantagem de ser ser criança quando vivi estes momentos, só me lembro das coisas boas…

Penso que aquelas emoções ficaram gravadas na minha memoria e por alguma razão especial há alguns meses deu-me uma vontade enorme de ter novamente um companheiro… Com a ajuda necessária consegui e hoje tenho (aliás para ser correto, foi prenda de S. Valentim para ela, mas continuo a chama-la minha! ) uma cadela.

Engraçado com inconscientemente realizei um sonho de criança de ter um animal de estimação a qual aprendi sem grande dificuldade a gostar mesmo muito e a ter excelentes momentos de diversão e alegria com ela.

Talvez os sonhos sejam mesmo possíveis de ser realizados se lutarmos muitos por eles, não todos.. mas alguns, talvez apenas aqueles que o nosso coração puro de criança quer bastante…

Esse sonho ganhou um nome… Kuka

Kuka

A Kuka nasceu há pouco tempo…

É irmã de mais 6 meninos e outra menina (que vem para casa da minha irmã).

Há já algum tempo que tinha na ideia adquirir um caozito para mim, no entanto não tendo grande espaço em minha casa esse sempre foi um grande problema. Em conversa com a minha namorada a mesma disse-me que gostava de ter uma companhia para a Lassie, uma labradora beje que já conta com 6 aninhos o que para mim foi optimo pois possibilitou-me um sitio para educar e ter a Kuka.

Tanto ela como a nova amiga irão partilhar agora um espaço só para as duas e tenho a certeza que serão 200% bem tratadas sempre cheia de amor e carinho.

Optamos por uma cadela pois não querermos correr o risco da mais velha ficar novamente prenha, já teve uma ninhada e a experiencia foi suficiente para ela lol. Entretanto quando colocamos a hipotese a esterilizar ou castrar um cão essa foi logo negada pela minha namorada pois não queria que nenhum deles sofresse.

Após alguma pesquisa pela net encontrei alguns anuncios aos quais questionei os criadores pelas condições. AO comunicar com um deles descobri que na verdade era meu vizinho tendo as crias a menos de 5kms de mim. Fui logo ver a ninhada no fim de semana seguinte e vi que a mesma tinha excelentes condições de criação. Vi os pais também, belos cães diga-se de passagem e o registo e arvore geneologica de ambos o que era deveras impressionante. Ficando então decidido ir buscar a Kuka depois do dia 20 de Fevereiro, alttura em que a mesma completaria 2 meses de vida

Tal como referi ao dirigir-me a casa do mesmo levei a minha irmã que apesar de morar num apartamento sozinha não resistiu a ficar também ela com uma cadelita de forma a fazer-lhe companhia e assim passar bons momentos.

Fica aqui uma fotografia da Kuka ainda bébé…

A Kuka